O que é parto ecológico?

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O conceito de parto ecológico, também conhecido como parto humanizado, entrou em alta recentemente com a estreia do filme ‘Minha Mãe É Uma Peça 3‘. No longa, a personagem Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e é acompanhada por Dona Hermínia (Paulo Gustavo), sua mãe, para fazer uma ultrassonografia.

Durante o momento cheio de tiradas engraçadas feitas pelo humorista, a personagem resolve questionar a médica sobre o parto ecológico e a mãe, sem entender sobre o conceito, não perde a oportunidade de dar sua opinião sobre o assunto.

Que ecológico, Marcelina, se você não é ecológica? Eu, hein? Fica horas no banho. Se bobear tem rio aí que secou por causa de Marcelina, doutora“, explode Dona Hermínia na cena. Mas, e você? Já sabe o que significa o termo?

Entenda o que é parto ecológico

Conceito:

Mônica Fairbanks de Barros, que é médica obstetra e ginecologista formada pela Universidade de São Paulo, explica que o parto ecológico se diferencia dos outros por priorizar o respeito pela gestante e o tempo necessário para que ela dê à luz.

Evitam-se procedimentos desnecessários e sem o consentimento prévio da gestante. Em outras palavras, muitas vezes não são indicadas cesáreas, por exemplo, indução de parto antes do tempo sem necessidade, não fazendo episiotomia (que é um pequeno corte na região vaginal para ampliar o canal de parto)  ou parto instrumentalizado(fórcipe ou vácuo) sem indicação.

Segundo ela, esse termo surgiu para contrapor condutas desnecessárias de alguns médicos que desrespeitavam as gestantes. Mas, Mônica também aproveitou para ressaltar que “todos os partos devem, quando realizados de maneira correta e respeitosa, ser humanizados“.

Como é o processo? 

Segundo a médica, geralmente acontece em ambientes extra-hospitalares e não necessariamente são assistidos por médicos obstetras. “Um parto pode ser assistido por enfermeiras que tenham formação em Obstetricia,desde que não haja fatores de risco…elas estão aptas a identificar quando o parto não está evoluindo bem e quando é o caso de avisar um médico obstetra para conduzir o parto.

Mônica também explicou que cada vez mais mulheres têm recorrido ao método. “Com o tempo muitos partos vem sendo assistidos fora de hospitais mas, é importante frisar que o Conselho Regional de Medicina não respalda essa conduta devido ao fato de que nenhum parto é isento de riscos.

Quais são os principais riscos? 

Há risco de sofrimento fetal intraparto,de haver uma situação em que a cabeça sai do corpo da mãe mas o ombro não (distocia de bisacromial), pode também acontecer descolamento de placenta com hemorragia, sangramento exagerado no pós-parto por retenção placentária, atonia uterina e lacerações importantes no canal de parto.

Em uma situação de sofrimento fetal cada minuto para que o recém-nascido seja assistido por um neonatologista é fundamental e a demora pode resultar em sequelas por má oxigenação ou até óbito precoce. Já no caso de um sangramento materno exagerado, a parturiente pode necessitar de reposição de volume com soro, transfusão de sangue, medidas para contrair o útero ou manobras para retirar a placenta rapidamente. Estando fora do hospital pode comprometer seriamente a segurança da mãe e do bebê.

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